Aqualtune foi uma líder quilombola do século XVII, chefe de um dos principais assentamentos que formavam o Quilombo dos Palmares. Sua existência e alta posição hierárquica são atestadas em um documento português de 1678, que a identifica como mãe do então rei de Palmares, Ganga Zumba, e de outro chefe, Ganga Zona.
Além de sua figura histórica, Aqualtune é o centro de uma difundida tradição oral que a retrata como uma princesa e comandante militar do Reino do Congo, que teria sido capturada após a Batalha de Ambuíla (1665) e escravizada no Brasil.
Como matriarca da família que gerou os líderes mais notórios de Palmares, incluindo seu neto Zumbi dos Palmares, Aqualtune é uma personagem central para a compreensão da estrutura social e política do maior quilombo das Américas. Seu legado é celebrado como um marco da resistência africana e da liderança feminina no Brasil.
OBS: Os títulos das pintura são apenas uma homenagem a guerreias e guerreiros africanos, como forma de memória e empoderamento do povo negro. Não tem verosimilhança com a a personagem real, tendo as pinturas iniciadas de forma abstrata e intuitiva.





